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Projecto Empresa-Escola

PROJECTO “EMPRESA – ESCOLA”

0) INTRODUÇÃO

Uma das formas, e talvez a mais eficaz, de aumentar os índices de produtividade nas empresas, é aumentar o nível de qualificação da sua mão-de-obra.

A formação profissional dos activos da empresa é, sem dúvida, um dos veículos para atingir este objectivo. Outra forma será a admissão de novos trabalhadores com maiores níveis de qualificação e experiência no sector.

A admissão de um novo trabalhador deve ser encarado como um investimento para a empresa. Ora, como todos os outros, este investimento deve ser feito com o mínimo risco, o que neste caso, é bastante difícil de alcançar – não basta uma entrevista de selecção ou mesmo um conjunto de referências positivas para assegurar a futura rentabilidade de um trabalhador.

Se, mais tarde em contexto de trabalho, se verifica a inaptidão ou inadaptabilidade deste trabalhador, a empresa já despendeu uma série de custos sem retorno e terá que ainda de despender mais para a respectiva rescisão (seja qual for o regime de contrato estabelecido).

Este facto torna-se um constrangimento financeiro para as empresas e mesmo um travão para a renovação do quadro de pessoal.

Torna-se então desejável encontrar a mão-de-obra certa e adequada às empresas (com habilitações compatíveis e experiência no sector) e paralelamente assegurar-lhes um programa adequado de acolhimento/estágio na empresa.

Só assim é possível num curto prazo ao trabalhador atingir os níveis de produtividade desejáveis. É de salientar, que mesmo com um programa de estágio inicial bem estruturado, um trabalhador poderá demorar 6 a 12 meses a atingir um nível de produtividade razoável.

Por outro lado, nem sempre é possível pôr em prática o referido programa de estágio inicial devidamente estruturado, já que este exige uma organização subjacente que terá de, entre outras tarefas:

ü conceber um programa de formação compatível com os objectivos pretendidos que equilibre a componente de formação geral (informática, comportamental, qualidade, higiene e segurança no trabalho, literacia e numeracia) com a componente de formação técnica (directamente relacionada com os produtos e processos das empresas;

ü seleccionar os formadores adequados;

ü estruturar um calendário compatível com os horários de trabalho da empresa e com a disponibilidade dos seus quadros;

ü estabelecer metodologias de acompanhamento adequadas aos trabalhadores em estágio.

Embora fosse desejável que todos os trabalhadores admitidos nas empresas fossem alvo deste programa de estágio, nem sempre é possível fazê-lo devido à falta de competências organizacionais para o efeito, e sobretudo devido aos encargos financeiros que um projecto deste tipo acarreta para a empresa.

Ciente destes constrangimentos, a EUVEO desenvolveu um projecto que colmatasse estas dificuldades, estudando a melhor forma de obter financiamentos externos de forma a permitir o seu desenvolvimento a custos mínimos ou mesmo nulos. Este projecto foi denominado “Projecto Empresa - Escola” e pode ser adaptado à medida de qualquer empresa de qualquer sector.

1) OBJECTIVO

1.1) Objectivos Gerais e Específicos

Preparar mão-de-obra para a integração nos quadros da empresa, através de um programa de formação em sala e em contexto de trabalho, com conteúdos programáticos ao nível de noções gerais no âmbito :

è da numeracia e literacia,

è dos aspectos comportamentais em contexto de trabalho,

è da Qualidade, Ambiente e Higiene e Segurança no Trabalho,

è da utilização de ferramentas informáticas,

e da aprendizagem específica:

è dos produtos e/ou serviços fornecidos pela empresa e sua integração na cadeia de valor,

è dos aspectos técnicos específicos aos processos da empresa e do sector onde está inserida,

è outros conteúdos que se venham a tornar fundamentais para a inserção do formando na empresa.

No sentido de obter financiamento para este projecto ao nível dos Programas Operacionais disponíveis, o plano de formação terá obrigatoriamente que cumprir determinados requisitos ao nível :

a) da selecção de formandos - deverão estar em situação de desemprego há menos de um ano, residir na zona norte e ter habilitações mínimas ao nível do 6ºano de escolaridade;

b) da carga horária do programa de formação - no mínimo de 1200 horas;

c) da empresa promotora – deverá ter a situação regularizada perante o estado e segurança social

Este programa de formação terá uma duração, deverá ser em regime de tempo integral (35 a 40 horas por semana), ou seja terá uma duração mínima de 8 meses.

Dado constituir uma formação de longa duração, pretende-se que, tanto os formandos (estagiários), como a empresa tenham vantagens significativas na adesão a este projecto. Sendo assim, passamos a enumerar as principais vantagens para o formando e para a empresa:

1.2) Principais Vantagens Para o Formando:

- Facilidade de reintegração no mercado de trabalho e/ou possibilidade de redireccionar a sua carreira profissional através da aquisição de novas competências;

- Remuneração ao nível do salário mínimo nacional (sem qualquer desconto) acrescido de subsídio de alimentação e subsídio de transporte;

- Possível integração nos quadros da empresa.

1.3) Principais Vantagens para a Empresa

ü utilizar este projecto como ferramenta de selecção e recrutamento – no final da formação a empresa tem um conhecimento profundo sobre a aptidão de cada formando e seu possível enquadramento nas actividade operacionais;

ü utilizar a formação, principalmente na sua componente de contexto de trabalho, para o treino dos formandos no manuseamento dos equipamentos e dos produtos da empresa;

ü obter financiamento a 100% no que se refere à execução da formação:

2) ÂMBITO E METODOLOGIA

Este projecto é passa pelas seguintes fases, sequenciais no tempo :

2.1) Diagnóstico de Necessidades

Identificação / Levantamento de

ü áreas/Sectores da Empresa onde se pretende integrar novos quadros;

ü competências gerais, específicas e técnicas necessárias para a execução das futuras funções;

ü nº de colaboradores a integrar;

ü horários praticados na empresa;

ü datas objectivo – início e fim;

ü infra-estruturas existentes para a execução da formação – salas e meios audiovisuais;

2.2) Estrutura do Plano de Formação

Definição de:

ü Nº de Cursos de Formação/Estágio em função dos Sectores destinatários do estágio;

ü Nº de Horas de cada curso (mínimo 1200h):

§ nº de horas em sala,

§ nº de horas em contexto de trabalho;

ü Conteúdos programáticos por Curso:

Os conteúdos são adaptados às necessidades de utilização de cada um dos aspectos seguintes nas funções destinatárias do Curso:

Componente Geral:

- numeracia e literacia – noções básicas de cálculo matemático, interpretação e redacção de textos,

- aspectos comportamentais em contexto de trabalho – cultura da empresa, aspectos éticos e organizacionais, trabalho em equipa, melhoria contínua , liderança, etc...

- Sensibilização à Qualidade, Ambiente e Higiene e Segurança no Trabalho – conceitos e princípios e referência aos Sistemas de Gestão implementados se aplicável,

- utilização de ferramentas informáticas – ferramentas do Office e aplicações instaladas na empresa;

Componente Técnica :

Os conteúdos programáticos da componente técnica têm de ser adaptados às funções destinatárias, devendo abordar os seguintes aspectos:

- Os produtos / serviços fornecidos pela empresa – características técnicas,

- Os vários processos das empresas – métodos, práticas e técnicas,

- Os equipamentos utilizados – características e manuseamento e manutenção (se aplicável)

- Enquadramento na cadeia de valor interna ou externa,

- Tempos e Métodos,

- Controlo da Produção e/ou Qualidade do Produto/Serviço,

Componente Prática em Contexto de Trabalho:

É a componente de estágio da formação. Nesta fase os formandos deverão ser assumidos como estagiários, executando na medida do possível as actividades correntes da função onde estão inseridos. Mesmo que a formação seja específica para um Sector da empresa, deverá estar previsto um período de estágio em outros sectores/áreas para um melhor enquadramento do formando na realidade da empresa.

Esta fase de estágio não tem necessariamente de se realizar só apenas após a conclusão da formação em sala, mas pelo contrário deve ser intercalada com a formação técnica;

ü Carga horária – atribuição do nº de horas necessárias para cada módulo em cada uma das componente da formação;

ü Formandos / Curso – quantidade e requisitos iniciais

2.3) Selecção de Formadores / Supervisores

Nesta fase selecciona-se os formadores mais adequados para cada curso e módulo, podendo prever-se a utilização de formadores internos da empresa (desde que certificados) para as matérias técnicas mais específicas às actividades da empresa.

É igualmente nesta fase que se devem identificar os colaboradores internos que assumirão a orientação dos formandos em contexto de trabalho.

2.4) Elaboração da Candidatura

Com base nos elementos definidos nos pontos anteriores, juntamente com outros dados da empresa obrigatórios, é elaborada a Candidatura ao Programa de Apoio mais adequado.

2.5) Acompanhamento da Candidatura em Processo de Apreciação

Depois da entrega da Candidatura deverá ser feito o devido acompanhamento junto dos técnicos do organismo gestor do programa de apoio.

2.6) Aprovação do Projecto pelo Organismo Gestor do Programa de Apoio

Com a aprovação do projecto, a empresa e o organismo gestor celebram um contrato – termo de aceitação – e poderá dar início* o plano de formação previsto.

* A formação pode iniciar-se logo após a entrega da candidatura, no entanto esta prática não é a corrente, dado o financiamento só ser possível após aprovação.

2.7) Realização do Calendário e Horários

Em princípio a formação será realizada em horário laboral (7 ou 8 horas por dia).

É estabelecido um horário semanal abrangendo os diversos módulos e as práticas em contexto de trabalho. De preferência deve ser praticado um horário do tipo meio dia em sala e meio dia em contexto de trabalho, logo que tenham sido adquiridos os conhecimentos teórico suficientes para a execução das tarefas em causa.

2.8) Selecção e Recrutamento dos Formandos

Depois de devidamente estruturado e detalhado é feita a divulgação do plano de formação, mediante a colocação de cartazes nos estabelecimentos comerciais e de serviços da zona geográfica da empresa e anúncios nos media seleccionadas em função do público alvo.

Para a selecção e recrutamento dos formandos é também solicitado apoio aos centros de emprego da região, assim como à própria empresa acolhedora.

O processo de selecção é feito mediante a realização de uma primeira triagem por empresa consultora externa (sessões de esclarecimento + provas e entrevistas) e por uma selecção final através de entrevista realizada pelos responsáveis da empresa acolhedora.

2.9) Execução da Formação

Toda esta fase é acompanhada por metodologias de avaliação dos formandos por parte dos formadores e supervisores do contexto de trabalho, e por pessoal não docente tanto na logística como no acompanhamento psicotécnico dos formandos.

Periodicamente são feitas reuniões com todos os formadores para melhor avaliação do andamento do curso e eventuais correcções à sua estrutura (conteúdos, horários, métodos,...). As conclusões destas reuniões serão alvo de um “Relatório de Acompanhamento” entregue à empresa acolhedora.

2.10) Avaliação dos Formandos

Tal como referido no ponto anterior, a avaliação dos formandos é contínua. No entanto, no final da formação (em sala e em contexto de trabalho) será feito um “Relatório Final de Avaliação do Formando ”, que inclui:

- Apreciação de cada Formador em cada módulo,

- Apreciação do(s) supervisor(es) em cada área de contexto de trabalho,

- Resultado da avaliação psicotécnica por parte de um técnico especializado,

- Auto-Avaliação do formando.

2.11) Conclusão

Caberá à empresa avaliar através do instrumento fornecido no ponto anterior, ou outros que considere adequados, quais os formandos que pretende integrar na empresa.

3) ÂMBITO DE INTERVENÇÃO DA EUVEO

A EUVEO poderá fornecer este projecto “chave-na-mão” em regime de parceria com a empresa realizando todas as actividades descritas anteriormente – ponto 2.1 a 2.10.

A empresa acolhedora apenas deverá disponibilizar :

- as informações solicitadas no âmbito da elaboração da candidatura

- as infra-estruturas para a execução da formação

- os técnicos internos para interlocutores na fase de estruturação do plano de formação

- os formadores internos que julgar adequados

- os supervisores em contexto de trabalho

4) APOIOS FINANCEIROS

O Programa de Apoio comparticipa a 100% (subsídio não reembolsável) os seguintes custos:

4.1) Formandos

Bolsas de Formação (equivalente ao salário mínimo nacional líquido)

Subsídio de Refeição

Subsídio de Transporte

Seguro de Acidentes Pessoais

4.2) Formadores

Remuneração aos formadores externos

Remuneração aos formadores internos

4.3) Pessoal não docente

Remuneração ao pessoal interno no âmbito do acompanhamento da formação

Remuneração a pessoal ou entidade externa no âmbito do acompanhamento da formação

4.4) Preparação, Desenvolvimento e Acompanhamento das Acç ões

Actividades previstas nos Pontos 1 a 9 do capítulo 2 deste documento

4.5) Rendas, Alugueres e Amortizações

Verba correspondente à amortização das salas utilizadas no período de formação e/ou equipamentos audiovisuais próprios

Valor do aluguer de instalações ou equipamentos audiovisuais a utilizar na formação

4.6) Despesas de Avaliação

Actividades previstas nos Pontos 9 e 10 do capítulo 2 deste documento

5) PRAZOS DE REALIZAÇÃO

As Candidaturas deverão ser apresentadas ao organismo gestor entre 1 a 15 de Outubro, pelo que um processo completo (com início no Diagnóstico de Necessidades) deve ser iniciado atempadamente.

 
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